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A gestão compartilhada das águas entre Brasil e Uruguai deu mais um passo concreto com o avanço do diagnóstico da bacia da Lagoa Mirim, base para ações conjuntas de preservação e uso sustentável. Representantes do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) participaram, nos dias 15 e 16 de abril, da Oficina Binacional do Projeto Lagoa Mirim, realizada em Pelotas (RS), que discutiu a versão preliminar da Análise Diagnóstica Transfronteiriça (ADT), etapa fundamental para a construção do Plano de Ação Estratégica (PAE).
“Essa é uma oficina binacional que já é resultado de oficinas nacionais realizadas anteriormente e marca uma fase em que estamos construindo um diagnóstico transfronteiriço da bacia da Lagoa Mirim, considerado um dos produtos mais importantes da iniciativa”, afirmou o coordenador-geral de Gestão de Recursos Hídricos do MIDR, Alberto Batista da Silva Filho. Segundo Batista, esse diagnóstico será a base para as próximas etapas. “É com base nesse diagnóstico que será elaborado o Plano de Ação Estratégica, que é o documento-chave do projeto e que vai orientar as diretrizes futuras para uma gestão conjunta da bacia entre Brasil e Uruguai”, completou.
Liderado pelos governos brasileiro, por meio do MIDR, e uruguaio, por intermédio da Direção Nacional de Águas (Dinagua), o projeto conta com assistência técnica da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), parceria operacional da Universidade Federal de Pelotas (Ufpel) e financiamento de US$ 4,85 milhões do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF). “O MIDR foi quem iniciou a construção desse projeto junto com os atores locais e com o Uruguai, trazendo a FAO como agência implementadora. Nosso papel é de órgão executor, garantindo que o projeto avance e que os documentos reflitam uma visão verdadeiramente binacional”, explicou Alberto.
Durante a oficina, foram debatidos os principais desafios transfronteiriços relacionados à água, como qualidade hídrica, vulnerabilidade climática, governança, uso do solo e sustentabilidade da pesca e da produção agropecuária. O evento também incluiu uma visita técnica ao Canal São Gonçalo, estrutura estratégica para o controle da salinidade e para o equilíbrio hídrico da região. “Construir um projeto com essa característica binacional pode parecer simples no papel, mas é um grande desafio na prática. É preciso integrar percepções e produzir documentos que representem toda a bacia, e não apenas um lado. Ainda assim, temos avançado bem, especialmente pela boa relação entre os países”, destacou o coordenador do MIDR.
Lagoa Mirim
A Lagoa Mirim, segunda maior lagoa do Brasil, tem papel estratégico para a região Sul, especialmente para a agricultura irrigada, a pesca artesanal e o abastecimento de água. Por sua localização na fronteira, é também um elemento central de integração entre Brasil e Uruguai. O assistente do representante da FAO no Brasil, Gustavo Chianca, reforçou a importância da iniciativa para a gestão sustentável dos recursos hídricos. “Esse é um projeto muito importante, porque envolve dois países e tem como objetivo alcançar resultados concretos para o manejo sustentável dessa bacia, incorporando temas essenciais como produção sustentável e uso adequado da água”, afirmou.
Ele também destacou o impacto da lagoa para as populações locais. “A Lagoa Mirim tem um papel fundamental para os dois países. Ela impacta diretamente uma grande população, contribuindo para a agricultura, a pesca, o abastecimento e até o lazer. Por isso, o manejo sustentável e as práticas conjuntas entre Brasil e Uruguai são essenciais”, disse.
A oficina consolida mais uma etapa do Projeto Lagoa Mirim, reforçando a cooperação entre os dois países e a importância de uma gestão integrada, baseada em conhecimento técnico, participação social e articulação institucional.
Fonte:Brasil 61 Autor:
*Conteúdo original repostado automaticamente
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